Editorial - Newsletter N.º 8/2017

A prioridade dada ao Tejo pela gestão do Partido Socialista na Câmara Municipal tem produzido os seus efeitos na relação que com ele têm hoje as nossas comunidades, fruto desde logo do enorme investimento na reabilitação da sua margem direita, com a criação de caminhos pedonais e cicláveis que cobrem já cerca de metade dos 22km possíveis.
Esta revolução, com a criação de amplos Parques Urbanos e extensos percursos destinados à atividade física e ao lazer, veio proporcionar uma nova fruição a milhares de moradores do Concelho e, naturalmente, das áreas limítrofes, que se deslocam aos nossos caminhos ribeirinhos com regularidade, encontrando neles espaços à escala humana e com forte preservação e respeito ambientais. O aproveitamento destas operações para criar novas marinas e postos náuticos (com as consequentes dragagens, para as quais o Município se tem disponibilizado) reforçam a capacidade turística, desportiva e formativa do Tejo.
Este é o caminho que continuaremos a fazer nos próximos anos, estando já em curso o procedimento para a conclusão do percurso pedonal a sul do Concelho, na expetativa de que Loures venha a intervencionar também a sua zona ribeirinha, interligando-se assim pedonalmente o nosso Concelho ao Parque das Nações. Mas não ficaremos por aqui, uma vez que como sabem o nosso objetivo estratégico é reabilitar todos os 22km de margem direita do Tejo, da Vala do Carregado à Póvoa de Santa Iria, contornando junto ao rio a pista do aeródromo de Alverca (cujas negociações com a Força Aérea continuam).
Mas, se esta é a face mais visível da nossa intervenção profunda na relação do Concelho com o Tejo, outras dimensões há em que o nosso trabalho se tem dedicado de forma intensa e igualmente relevante. Desde logo realço a dimensão cultural do Tejo, destacando o reforço do impacto das nossas campanhas de gastronomia (e já não há mês de março em que não se fale de vir ao Concelho comer Sável) e o trabalho sério através do nosso Museu Municipal com a recuperação e dinamização do Barco Varino Liberdade, cada vez mais procurado para programas turísticos e de lazer, num contexto que nos levou, recentemente, a mandar requalificar estruturalmente o referido barco, que brevemente voltará a navegar nas nossas águas de eleição.
Se, nas margens, podemos dizer que fizemos uma verdadeira revolução, não posso deixar de trazer aqui à colação outro aspeto que conseguimos concretizar. Embora menos evidente para o comum dos cidadãos, o facto de termos garantido a construção e ligação das águas residuais às ETAR de Alverca e Vila Franca de Xira transformou radicalmente a relação ambiental do Concelho com o seu rio. Como certamente se lembrarão, quando o Partido Socialista chegou à Presidência da Câmara Municipal, a quase totalidade das águas residuais do Concelho corriam diretamente para o Tejo e – fruto do nosso trabalho e prioridade – foi possível melhorar substancialmente os impactos ambientais das nossas populações sobre o rio.
Paralelamente, o desenvolvimento de novos espaços de nidificação tornou-se uma realidade, de que o EVOA – Espaço de Visitação e Observação de Aves, em plena Lezíria, é o grande ex libris nacional, com fortes preocupações na área da conservação e sustentabilidade do ecossistema. Os efeitos destes esforços sentem-se, também, do lado direito do rio, sendo regular observar hoje em dia nas zonas ribeirinhas reabilitadas e até nas Cidades Flamingos, Garças e outras aves. Quem acreditaria, há uns anos, que isto seria possível? (está bem, nós acreditávamos e nesse sentido trabalhámos)
Ora, num momento em que o Mouchão da Póvoa está em risco por via do atraso na reparação de um rombo no seu dique de proteção (que não é da responsabilidade municipal, aduza-se); num momento em que a Central Nuclear de Almaraz apresenta fragilidades e procura estender a sua vida útil, com preocupações acrescidas para Portugal e para todos os Municípios banhados pelo Tejo; num momento em que é preciso reforçar a fiscalização sobre a indústria poluente ao longo do curso do rio; numa altura em novas preocupações com a navegabilidade do Tejo representam novas oportunidades e desafios a muitos níveis, é urgente aumentar a massa crítica do conjunto da sociedade sobre o maior rio do País e articular a ação de entidades públicas e privadas (com destaque para as ONG) e também dos cidadãos em geral, razão pela qual acolhemos em Vila Franca de Xira, a semana passada, mais uma Conferência preparatória do III Congresso do Tejo, que terá lugar precisamente este ano. Este foi também o mês em que lançámos a Carta Arqueológica do Concelho, que presta grande atenção, entre outros, aos portos fluviais ligados ao comércio e à construção naval na época dos descobrimentos e que aqui tiveram particular relevância.
Defender o Tejo (e preparar o futuro) é trabalhar nestas suas múltiplas dimensões, com seriedade e planeamento, com a participação de cada vez mais entidades (e pessoas) interessadas na construção de uma visão holística e integrada das suas várias facetas. Preparemos juntos, pois, a ação que marcará os próximos anos de revolução tranquila no cuidado, fruição, aproveitamento e preservação do nosso rio.

 

Fernando Paulo Ferreira
Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Vila Franca de Xira

O projeto das hortas urbanas no nosso Concelho

Caras Caras e Caros amigos,

No dia 11 de fevereiro, entregámos 41 novas hortas urbanas na Quinta das Índias, em Vialonga, num investimento de cerca de 150.000 Euros.
Está em curso, neste momento, o processo de candidatura às 30 novas hortas urbanas de Alverca, na Quinta do Moinho de Ferro, que se somam às 9 já existentes no Bairro da AMA.
O projeto das hortas urbanas dinamizado pelo Executivo Municipal do Partido Socialista conta, hoje, com mais de 240 hortas no Concelho, distribuídas pela Póvoa de Santa Iria, Vialonga e Alverca.
E, o nosso objetivo, é alargar esta iniciativa a outras Freguesias, no sentido de criarmos uma rede municipal de hortas urbanas, como elemento fundamental da estrutura ecológica concelhia.
A criação de hortas urbanas destinadas ao cultivo, no âmbito de espaços urbanizados, é um projeto muito importante para a estratégia de promoção da sustentabilidade ambiental que temos vindo a prosseguir e a que queremos dar continuidade.
O investimento municipal nestes espaços é igualmente acompanhado pela construção de corredores pedonais e de zonas arborizadas.
As hortas urbanas fomentam as boas práticas ambientais, permitem a produção agrícola familiar, com efeitos positivos nos orçamentos familiares, criam dinâmicas sociais de lazer e convívio, melhoram a qualidade dos solos e contribuem para a regeneração urbana, através da requalificação paisagística de espaços não urbanizados.
Este é um projeto estruturante para o Município, do ponto de vista da respetiva estratégia ambiental, reforçando e consolidando a implantação de corredores verdes nas Vilas e Cidades, essenciais para a qualidade de vida urbana.

Juntos, podemos continuar a construir um futuro melhor para todos.

Um abraço.

Alberto Mesquita
Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira